Diário de Bordo, Amazônia das Palavras – dia 01/5
Quem acordou cedo na primeira manhã a bordo do barco pode presenciar as sempre belas e misteriosas brumas que envolvem as densas margens da floresta amazônica.

Dissipa-se a bruma e não tarda, porém, para uma triste realidade se impor: as poluidoras dragas do garimpo ilegal são presença constante ao longo deste trecho do Madeira.

Em dado momento, parte da equipe seguiu de voadeira até o tranquilo e pitoresco distrito de Calama. Apelidada de “Veneza do Madeira”, e mais antiga que a capital rondoniense, Calama tem simpáticos moradores que enfrentam um futuro incerto com o desbarrancamento de sua margem.
Os 237 quilômetros que separam por via fluvial Porto Velho da cidade de Humaitá, já no Amazonas, foram percorridos em quase 13 horas, e no meio da tarde a equipe já chegava ao seu destino.
Ao longo do dia, alternaram-se momentos de sol forte e rápidas chuvas de uma nuvem só. Do barco já atracado na orla de Humaitá, a equipe pode presenciar um arco-íris se formar, em meio a impressionantes nuvens.
Para alguns membros da equipe, hoje foi um dia de descanso, para outros de exploração. Para todos, amanhã será mais um intenso dia de muito trabalho e de aprendizado – tanto para alunos como para os oficineiros.


