Diário de Bordo, Amazônia das Palavras – dia 13/5
Acordamos cedo em Nova Olinda do Norte para mais uma manhã de oficinas.
![]() |
![]() |
A cidade é bem pequena, e se a orla vista do rio lembra de longe uma cidade ribeirinha na Índia, sua rua principal tem até algum charme, com coloridas casas típicas de madeira.
No horário do almoço observamos uma impressionante nuvem de chuva lentamente se aproximando, momento que me inspirou a escrever algumas linhas (no fim do texto).
A rua de terra em frente a escola tem belas vistas das águas barrentas do Madeira.
Ao fim do turno vespertino de oficinas na Escola Estadual Professor José Paula de Sá, plantamos mais uma muda de pau-brasil para marcar essa nova passagem do Amazônia das Palavras por aqui.
A sexta noite de apresentações foi mais um grande sucesso, com a empolgante batalha de Slam da Roberta, vencida pelo Thiago, e o talento em fazer rir do Palhaço Xuxu.
Eu e mais uma parte da equipe voltamos para o barco caminhando pelas ruas quase desertas depois das apresentações. Enquanto isso a lua crescente dava mais um show.
![]() |
![]() |
A dramática chegada da chuva vespertina, junto ao desafio da Roberta Estrela D’Alva para que qualquer um participasse do microfone aberto de sua aula magna, me aventurei pela poesia.
Água do céu, água da terra
Terra de água
Que deságua
Em mais água
Água da terra, Água do mar
Céu plúmbeo, cortina branca
Que varre a água
Com mais água
Do céu
Que desaba na água
Do rio
Água do gelo
Não sinto frio
Água barrenta
Que a margem não aguenta
Água na pele
De tanto calor
Água por toda parte
A natureza fazendo arte
Um rio no céu, um rio na terra
Milagre que escasseia
Planeta água, planeta Amazônia






