BORBA

Cidade do Século XVIII, Borba é a quarta cidade a receber o Amazônia das Palavras, no dia 12 de novembro, quando estudantes da rede pública de ensino da Escola Estadual Lothar Sussman terão oportunidade de participar das Oficinas Literárias, da Aula Espetáculo e ainda assistir ao Espetáculo Circense. Borba terá as Oficinas de: “Contação de Histórias Indígenas” com José Bessa; “Produção de Contos” com José Roberto Torero; “Sons do Cotidiano” com Bira Lourenço; “Poesia: Narrativa e Escuta” com Elizeu Braga e “Palavra Animada” com Leo Ribeiro. A noite acontece a “Aula Espetáculo Memórias da Amazônia: Cinco ideias equivocadas sobres os índios” com o Professor José Bessa. E ainda tem Espetáculo de Circo, com “Cloro: o palhaço que engole letras” interpretado por Diego Gamarra.
Entrada Gratuita.
O Amazônia das Palavras tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Lei Rouanet.
Apoio Cultural: Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas, Prefeitura de Itacoatiara, Prefeitura de Nova Olinda do Norte, Prefeitura de Borba, Prefeitura de Novo Aripuanã, Prefeitura de Manicoré e Prefeitura de Humaitá
Conheça Borba:
Borba está localizada ao sul de Manaus, distando desta cerca de 208 quilômetros da capital amazonense. Sua população, estimada pelo IBGE em 2018 é de 40 565 habitantes, sendo assim o décimo-quinto município mais populoso do estado e o terceiro de sua microrregião.
História
Borba tem suas origens voltadas ao século XVIII, especificamente ao ano de 1728, quando o Padre João Sampaio, da Companhia de Jesus, aportou na localidade. Até então, o lugar era um agrupamento da etnia muras, situado à margem direita do rio Madeira e chamado de Sapucaia-Oroca. O Padre João Sampaio, que tinha por objetivo difundir o catolicismo na região, havia iniciado sua trajetória religiosa em 1712, na região de Canumã e Abacaxis, onde construiu casas, igrejas e formou núcleos de povoações, sempre de cunho religioso.
Segundo a tradição dos nativos, os habitantes tributavam culto a Tupanã, o que dificultou a primeira aproximação dos índios muras, considerados como perigosos, com os portugueses. A aproximação deu-se através da grande experiência catequista do jesuíta João Sampaio, tendo fundado a aldeia do Trocano, que se tornou a mais alta povoação do rio Madeira e teve apenas quinze anos de vida jesuítica.
Após a criação da Capitania de São José do Rio Negro – que originou o estado do Amazonas – em 1755, o Governador e General do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado elevou o povoado à categoria de Vila de Borba Nova, com o objetivo de contribuir para o povoamento da capitania. Tal feito recebeu grandíssima relevância, tendo em vista que o Governador foi pessoalmente ao povoado para cumprir o objetivo.
O distrito e município foram criados em 1756, com o nome de Borba, a Nova. O apogeu de Borba deu-se a partir de 1785, quando a vila passou a cultivar café e exportar para Belém, até então capital do Grão-Pará. Após a independência do Brasil, em 1822, nativistas insuflaram os índios muras, que acabaram por invadir a vila em 1833, à cata de portugueses. Entre 1835 e 1839, Borba resistiu aos cabanos, apesar de registrar violentos ataques.
Sua hegemonia municipal foi várias vezes restabelecido e suprimido. Por fim, sua condição de município definitiva veio em 26 de setembro de 1888, com território desmembrado do município de Manaus. A comarca do município é datada de 1894, sendo restaurada várias vezes. Sua última reinstalação ocorreu em 4 de janeiro de 1929.


