HUMAITÁ

O Amazônia das Palavras, será recebido em Humaitá pela Escola Estadual Plínio Ramos Coelho, no dia 19 de novembro, quando os estudantes participam das Oficinas de: “Contação de Histórias Indígenas” com José Bessa; “Produção de Contos” com José Roberto Torero; “Sons do Cotidiano” com Bira Lourenço; “Poesia: Narrativa e Escuta” com Elizeu Braga e “Palavra Animada” com Leo Ribeiro. A noite acontece a “Aula Espetáculo Memórias da Amazônia: Cinco ideias equivocadas sobres os índios” com o Professor José Bessa. E ainda tem Espetáculo de Circo, com “Cloro: o palhaço que engole letras” interpretado por Diego Gamarra.
Entrada Gratuita.
O Amazônia das Palavras tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Lei Rouanet.
Apoio Cultural: Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas, Prefeitura de Itacoatiara, Prefeitura de Nova Olinda do Norte, Prefeitura de Borba, Prefeitura de Novo Aripuanã, Prefeitura de Manicoré e Prefeitura de Humaitá.
Conheça Humaitá:
Humaitá está localizada na mesorregião Sul Amazonense e microrregião do Madeira, e a sua população é de 54 001 habitantes, de acordo com estimativas do IBGE em 2018.
Limita-se com os municípios de Manicoré ao norte e leste; Porto Velho e Machadinho d’Oeste, ambos no Estado de Rondônia, ao sul; e Tapauá e Canutama ao oeste. Sua área é de 33.071.667, pouco superior à área do estado de Alagoas, fazendo do município um dos maiores do estado em área territorial. O município dispõe ainda de um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 225.637, o que o coloca como o décimo-primeiro município com maior PIB no Amazonas e o terceiro em sua mesorregião.
Segundo alguns autores, a palavra vem do Tupi-guarani, significando “A pedra agora é negra” (Hu = negro, ma = agora, itá = pedra). Outros autores apontam para uma possível tradução do Guarani, significando “Pedra Antiga” (yma = antiguidade, itá = pedra). Já José Pedro Machado, Etimológico da Língua Portuguesa, o significado seria derivado do tupi (“mbaitá” = Papagaio pequeno). Há também a língua da etnia Parintintin (“mu`tá” = Pau atravessado), pois era comum os antigos irem atrás do primeiro mercado municipal onde existia um buraco, para fazer armadilhas e pegar caça, pescar e avistavam as toras de madeira descendo rio abaixo. Mas seu fundador dera este nome devido a uma das batalhas que o Brasil travou contra o Paraguai no Forte Humaitá.
História
Os primeiros habitantes da região foram os indígenas. Os rios Maici e Marmelo – também chamados de rios Torá e Tenharim – abrigavam a maior parte das etnias indígenas que povoavam o lugar, sendo grandemente numerosos. As principais etnias que habitavam a região eram os Parintintins e os Pirarrãs e outros Muras. Humaitá remonta suas origens ao ano de 1693, com a fundação da Missão de São Francisco, fundada pelos jesuítas no rio Preto, afluente do rio Madeira.
José Francisco Monteiro, um comerciante, foi um dos primeiros colonizadores da localidade, que chegou à região em busca de riquezas em 15 de maio de 1869. Nesta época, a Missão de São Francisco, fundada pelos jesuítas em 1693, estava instalada num lugar chamado Pasto Grande, no Rio Preto, próximo à atual cidade. Por conta dos constantes ataques dos índios, a sede da freguesia foi transferida em 1888, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Belém de Humaitá.
O município foi criado pelo Decreto Nº 31 de 4 de fevereiro de 1890, tendo sua área territorial desmembrada do município vizinho de Manicoré. Neste ano também aconteceu a fundação do primeiro jornal da cidade, O Humaythaense (o segundo jornal, O Madeirense, foi fundado anos depois, em 1917), assim como a vinda do primeiro destacamento da Polícia Militar do Amazonas para o município. Em outubro de 1894, no auge do Ciclo da Borracha, Humaitá foi elevada à categoria de cidade.
Educação
Das 127 escolas da rede de ensino do município, 09 se encontram na zona urbana, oferecendo desde a pré-escola até os anos finais do fundamental bem como Educação para Jovens e Adultos. Na rede estadual, a sede municipal oferta os anos finais do fundamental ao ensino médio em 09 unidades de ensino, e conta também com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Do Amazonas Campus Humaitá com ensino médio.
Cultura
Uma das festas mais tradicionais de Humaitá é a MangaFesta-Humaitá, onde diversos grupos folclóricos de quadrilhas se apresentam a milhares de pessoas, em uma competição que atrai pessoas de toda a região.


