Amazônia das Palavras: Literatura, Arte e Cultura
Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire

Já dizia o poeta Pessoa e cantava Caetano: “a língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria. Gosto do Pessoa na pessoa. Da rosa no Rosa”. Com essa poesia e a partir das referências tantas que se tem da beleza e sonoridade da língua portuguesa nasce o AMAZÔNIA DAS PALAVRAS. A literatura é de sobremaneira um caminho e uma viagem para os outros. Uma viagem para os outros no sentido de compartilhar experiências e sentimentos, e de se permitir descobrir e também aprender novos saberes da língua materna e de tantas outras faladas no Brasil, que pouco conhecemos. Portugueses, brasileiros, africanos, indígenas, homens e mulheres, brancos e negros, amazônidas, são estes, os produtores da cultura que conhecemos.
O AMAZÔNIA DAS PALAVRAS nasce do fascínio, do caldeirão de ideias e questionamentos sobre o fazer e pensar a literatura, diante da rica e multicultural referência da língua falada e escrita em todo Brasil, e, em especial, na Amazônia. A literatura como linguagem das variadas expressões da cultura, como código na produção de histórias, dos contos, da poesia, das imagens e dos sons que produzimos e que nos permite pensar, repensar e reafirmar valores plurais.
O jargão popular nos diz que somos aquilo que lemos. Porque não dizer, que somos também, aquilo que ouvimos das histórias contadas pelos nossos ancestrais, dos sons do cotidiano, das imagens que nos emocionam, dos risos e choros tantos que trazemos na alma. Nosso desafio é uma literatura que contenha o poder da fala e da escrita, como instrumento libertário e emancipador. A prática literária como a prática da ternura no processo de aprendizagens tantas.
Diante dos dados brasileiros de Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro e Ibope Inteligência – 2016, onde consta que 54% dos alfabetizados não leem romances, contos ou poesia por vontade própria e o brasileiro lê, em média, apenas 4,96 livros por ano, números esses considerados baixíssimos, em especial, junto a Região Norte, os quais representam, tão somente, 1,51%, é urgente incentivar a leitura no Brasil e é esse o compromisso do AMAZÔNIA DAS PALAVRAS.
Estão previstas em nossa programação várias Oficinas Literárias, de desenho animado, Aula Espetáculo e show Circense, práticas essas que buscam transformar a experiência formal da educação, numa descoberta de novas aprendizagens com novas emoções, a partir dos cenários cotidianos dos alunos e alunas da rede básica de educação, das cidades que recebem o projeto. O desafio do AMAZÔNIA DAS PALAVRAS está colocado: viajar para os outros e com os outros, em meio a literatura, palavras e emoções.
Fernanda Kopanakis e José Jurandir Costa – produtores executivos do Amazônia das Palavras


