As Oficinas Literárias “não se constituem em fábricas de escritores, assim como as diferentes academias de arte não fabricam pintores, escultores, músicos. São lugares de criação, troca de ideias e aconselhamento. Tal como acontece na vida”. Assim o orador, escritor e poeta Assis Brasil (1857-1938) definiu a experiência da realização de oficinas vinculadas à literatura brasileira, afirmando ainda que “as oficinas demonstram ser uma passagem, e de reconhecido proveito, é só perguntar a quem já cruzou por elas”.
O Amazônia das Palavras sabe bem que a visão do escritor é a mais pura verdade: em sua primeira edição, em 2018, que percorreu oito cidades ao longo de três grandes rios da Amazônia, o projeto realizou 80 oficinas literárias para alunos e profissionais da rede pública de ensino, experiência que despertou nos jovens o estímulo e a compreensão de que a leitura nos leva a aprender, a sonhar, a ter vivências criativas que mudam a vida das pessoas.
E mais importante ainda: a participação nas oficinas podem, através da troca de saberes, estimular e incentivar não apenas o gosto pela leitura, mas também a possibilidade de acreditar que todos podem escrever, contar suas histórias e mudar a realidade. Assim, as Oficinas Literárias do Amazônia das Palavras ocupam um espaço necessário na cadeia de acesso e circulação de livros e literatura, principalmente a literatura de língua portuguesa, e aquela produzida na Amazônia Brasileira.
Com a mudança de realização do Amazônia das Palavras de presencial para virtual, a segunda edição preparou uma programação especial para as Oficinas Literárias, que acontecem através do canal do Youtube do projeto e ficam disponíveis para serem acessadas e assistidas por todos.
Confira abaixo a programação, os temas e os educadores que realizam as Oficinas Literárias do Amazônia das Palavras – 2ª Edição. Não é preciso se inscrever para participar das oficinas, basta acessar o canal do Amazônia das Palavras, ativar o sininho de lembrete e aproveitar. Todas as Oficinas são abertas e sem restrição de idade.
17 de novembro – quarta: Um olhar poético sobre a paisagem Amazônica – Educador Celdo Braga, onde é apresentada uma síntese do trabalho artístico desenvolvido pelo educador ao longo de 40 anos na região amazônica, realizando destaque especial para o projeto dos bio-instrumentos e apresentando alguns traços significativos da cultura ribeirinha.
Celdo Braga
Formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pós graduado em Empreendedorismo pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), é professor de Língua Portuguesa e Literatura. Atuou durante dez anos como Secretário Municipal da Educação e da Cultura
19 de novembro – sexta: Contação de histórias – Educador Eliakin Rufino, onde o músico e poeta apresenta as histórias do cotidiano Amazônico e se utiliza de recursos elementares de comunicação e expressão oral, atrelados às técnicas básicas de leitura e narrativa, buscando através das ferramentas pedagógicas fomentar a criatividade.
Eliakin Rufino
Natural de Boa Vista, Roraima, é graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), é poeta, cantor, compositor, professor, jornalista e produtor cultural. Já publicou dez livros com poemas de sua autoria e lançou cinco CDs com suas composições. É protagonista, com outros artistas, do Movimento Roraimeira, de cunho artístico, cultural e identitário. Leciona há 27 anos, principalmente Artes, História e Filosofia. É professor efetivo da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e, como professor convidado, assumiu a disciplina Literatura em Roraima, no curso de Letras. Faz show de música e poesia no Brasil e em outros países e participa frequentemente de eventos na área da Música e da Literatura como artista e palestrante.
21 de novembro – domingo: Canções Amazônicas – Educador Thiago Thiago de Mello, com o músico radicado na Amazônia apresenta uma pequena revisão histórica do cancioneiro sobre a Amazônia – desde o século XIX até o momento contemporâneo – e, paralelamente, instiga o público a acompanhar o vasto repertório temático e linguístico sobre a Amazônia, a partir das Palavras.
Thiago Thiago de Mello
O compositor nasceu no Rio de Janeiro e passou a infância na Amazônia junto ao pai, o poeta Thiago de Mello. É Doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a tese “MPB não é tudo: os discursos de renovação da música brasileira”. Com a banda Escambo lançou os CDs Flúor (2009, indicado ao Prêmio da Música Brasileira) e Neon (2013). Doutor em Ciências Sociais pela UERJ, foi um dos fundadores do Coletivo Chama, com o qual lançou o CD Todo mundo é bom e o livro Música Chama (Funarte/2016), atuou, como artista e curador, em inúmeros projetos. Foi roteirista e apresentador da Rádio Chama, programa transmitido pela Rádio Roquette Pinto entre 2012 e 2017, ano em que foi lançado seu CD Amazônia Underground (Blacksalt Records).
Sua última produção artística,” Amazônia subterrânea”, reflete o modo de declamar poemas, o incentivo à leitura e o mergulho na alma dos poemas, se tornando uma jornada ao centro mundo, na busca por vestígios, não de uma civilização perdida, mas de uma que permanece presente entre caboclos e ribeirinhos.
23 de novembro – terça: Palavra Animada – Educador Marcos Magalhães, o criador e animador do ratinho de massinha do programa de TV “Castelo Rá-Tim-Bum” ensina truques e técnicas simples e divertidas para quem quer criar cenas animadas com personagens dos mitos amazônicos, que são inspiradores e contam histórias através da animação.
Marcos Magalhães
Cineasta de animação, é um dos fundadores e diretores do Anima Mundi, Festival Internacional de Animação do Brasil, em suas 27 edições de 1993 a 2019. Graduado em Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/ UFRJ), é Doutor em Design e professor de Cinema de Animação no curso de graduação em Design, e coordenador do curso de pós-graduação em Animação desde 2004, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autor de diversos curtas-metragens em animação, entre os quais “Meow!”, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes 1982 e “Animando”, filmado no National Film Board of Canadá em 1983.
25 de novembro – quinta: Memória da Amazônia: Narrativas na escola – Educadoras Fabíola de Hollanda e Suzana Ribeiro, onde as professoras contextualizam a importância da Memória e da História, da oralidade, da escuta e da colaboração, e apresentam procedimentos e práticas para o registro de narrativas, métodos e ferramentas para projetos de memória no ambiente escolar.
Fabíola Holanda Barbosa Fernandez
Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo (USP). Possui larga experiência na área de História, com ênfase em História Oral. É Pesquisadora Associada do Núcleo de Estudos em História Oral da USP.
Suzana Lopes Salgado Ribeiro
Professora e pesquisadora, graduada em História pela Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou mestrado e doutorado. Foi professora convidada na Universidade Agostinho Neto-Luanda, em Angola e, pesquisadora do Oral History Research Office da Universidade de Columbia-NY, nos Estados Unidos. Tem atuado como professora na Universidade de Taubaté (UNITAU) e foi recentemente professora visitante na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
27 de novembro – sábado: Cinema na escola: ver e fazer – Educadora Bete Bullara, A oficina oferece aos professores informações e reflexões sobre a construção das linguagens audiovisuais, o uso cotidiano desses meios na nossa sociedade e sua utilização na escola.
A construção da linguagem cinematográfica através da história do cinema, principalmente dos filmes experimentais, que trouxeram grandes contribuições para a formação de novos sentidos no cinema.
Bete Bullara
Formada em cinema pela Universidade Federal Fluminense, é jornalista e fotógrafa. Secretária Executiva do CINEDUC – Cinema e Educação, onde trabalha desde 1975, participando de cursos e oficinas para professores, crianças e adolescentes, mesas redondas e palestras no Brasil e no exterior, além do preparo de material didático e publicações.
Curadora da Mostra Geração do Festival do Rio (de 2008 a 2019); e da Sessão Infantil da Mostra de Cinema de Gostoso (de 2013 a 2019); Oficinas de Cinema e Fotografia na Mostra de Cinema de Tiradentes (de 2004 a 2019); seus últimos trabalhos foram Oficina de Cinema para professores na Mostra Primeiro Plano (2019); Oficinas no projeto Amazônia das Palavras (2018/19); mesa redonda e mediação de mesas no comKids (2019); Mesa redonda na Mostra Ecofalante (2019); coordenação editorial de livro fotográfico sobre o rio Guaporé (2019/20); oficinas online sobre leitura de imagem e som nos festivais de Petrópolis e FRICINE (2021). Realizou a coordenação editorial do livro “Guaporé – Iténez” (2010). Ministrou a Oficina Poesia: Narrativa e Escuta, no Amazônia das Palavras 1ª Edição, e realiza a coordenação pedagógica e atua como mediadora nas lives do Amazônia das Palavras 2ª Edição.
Com uma programação diversificada, o Amazônia das Palavras, que acontece de 16 de novembro a 17 de dezembro, além das oficinas literárias conta ainda com atividades como as Lives de Escuta, onde educadores da Amazônia discutem sobre a educação em suas cidades, espetáculo circense, diário de bordo e lançamento de livro e de filme. Duas aulas super bacanas também estão programadas: a Aula Espetáculo Os rios e as cidades, com o líder ambientalista e filósofo Ailton Krenak no dia 29 e a Aula Magna Territórios da Memória, com o escritor manauara Milton Hatoum, personalidade homenageada na segunda edição do Amazônia das Palavras.
Anote na agenda: Oficinas Literárias do Amazônia das Palavras – 2ª Edição
No canal canal do Youtube – On line e gratuitas
Classificação: Livre
Acompanhe toda a programação em nossas redes sociais
– curta, comente, compartilhe – @amazoniadaspalavras
Amazônia das Palavras – Segunda Edição – 16 de novembro a 17 de dezembro
Patrocínio:
CIGÁS – Companhia de Gás do Amazonas, Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Lei de Incentivo à Cultura.
Apoio Cultural:
Acapulco Filmes , Secretaria de Cultura e Economia Criativa – Governo do Amazonas
Fundação Rede Amazônica
Fonte: Assessoria de Imprensa





